PÉ PEQUENO  
Voltar ao Mapa

    Tendo como limites Santa Rosa, Cubango e Fátima, o Pé Pequeno é um dos menores bairros de Niterói.

    A origem do nome está associada ao surgimento do bairro. Quando a antiga Fazenda Santa Rosa (séc. XVIII) que dominava vasta região começou a ser desmembrada entre os seus herdeiros, a maior área ficou em poder de Antonio José Pereira de Santa Rosa Jr., conhecido também por Pé Pequeno. Este, por sua vez, vendeu parte das terras situadas à esquerda da antiga estrada do Calimbá (atual Dr. Paulo Cézar), logo transformadas em chácaras. Com o passar do tempo, as chácaras do Pé Pequeno, que abrigavam famílias de nível econômico elevado e alguns dos nomes ilustres do município, foram revendidas e loteadas. Abriram-se novas ruas e foram construídas novas residências.

    Em meados da década de 40 começa a construção de várias casas no local, sendo as ruas saneadas e pavimentadas pouco a pouco, desenhando a atual configuração do bairro.

    Embora até meados deste século o Pé Pequeno tenha acompanhado os mesmos processos de urbanização que deram origem a Santa Rosa, o bairro conseguiu resguardar-se de certa forma da explosão imobiliária que levou o vizinho a intenso processo de verticalização. O Pé Pequeno conseguiu manter-se como bairro horizontal de "status" eminentemente residencial.

    O bairro possui área de 0, 32Km², com população residente de 3. 283 pessoas, segundo o censo de 1991 do IBGE, o que corresponde a menos de 1% da população total do município.

    Sua dinâmica demográfica, observando os períodos apresentados na tabela, dispõe de taxas negativas de crescimento populacional, acompanhando o processo de desaceleração demográfica comum a outros bairros do município.

    A população residente, segundo grupo etário, apresenta algumas especificidades: há um equilíbrio entre o percentual (14,59%) da população infantil (0-09 anos) e o percentual (14,59%) da população infantil (0-9 anos) e o percentual (14,89%) da população acima de 60 anos.

    As faixas etárias de maior concentração são as de 20 a 39 anos, que correspondem a 33,79% dos moradores.

    Expressivo também é o percentual dos moradores (20,80%) que possuem idades entre 40 e 59 anos.

    Os adolescentes e jovens entre 10 e 19 anos correspondem a 15,93% da população.

    Quanto à distribuição por sexo, 45,93% dos moradores são homens e 54,07% mulheres.

    A taxa de alfabetização da população acima de 5 anos é elevadíssima em todos os grupos etários. O Pé Pequeno ocupa a décima posição no conjunto do bairros.

    A composição familiar do Pé Pequeno apresenta percentual de 71,80% de homens na condição de chefes de domicílio e 28,20% de mulheres, na mesma condição. Um percentual elevado considerando-se a estrutura familiar tradicional.

    Quanto ao rendimento médio mensal dos chefes de domicílio apresentam diversificação: 31,20% ganham até três salários mínimos, 50,41% recebem entre 3 e 15 salários; e 14,05% ganham mais de 15 salários mínimos — caracterizando o bairro como de classe média.

    Os domicílios do bairro apresentam uma ocupação espacial horizontal, com residências unifamiliares, sem transformações significativas. Destes, 58,85% estão sob forma de casas isoladas ou de condomínio; e 41,15% estão sob a forma de apartamentos, localizados nas franjas do bairro.

    Quanto à condição de ocupação dos domicílios, 74,69% são próprios e 20,73% alugados.

    Os serviços de infra-estrutura básica no bairro são eficientes: quase todas as residências possuem canalização interna e são ligadas à rede geral de água.

    Dos 960 domicílios, 887 possuem instalações sanitárias conectadas à rede de esgotos; 16 usam fossas sépticas e 57 utilizam outras formas de escoamento, assim identificadas: 33 residências usam fossas rudimentares; uma recorre a vala; uma recorre a outra forma de escoamento e 22 residências recenseadas não possuem nenhum tipo de instalação sanitária.

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

    Atualmente o bairro é composto por população de classe média, em sua maioria. Mas o Morro do Pé Pequeno é ocupado por famílias de baixo poder aquisitivo. Mesmo assim, as condições dessa comunidade são bem melhores do que as de outras comunidades de baixa renda do município.

    O Pé Pequeno é um local resguardado do crescimento vertical, sendo desprovido de áreas comerciais, e possui um ar de condomínio, o que também pode se creditado em parte às poucas vias de acesso que dispõe. Essa combinação levou seus imóveis a se valorizarem e hoje praticamente inexistem imóveis vazios ou disponíveis para locação e venda.

    No atendimento às necessidades mais específicas, os moradores do Pé Pequeno recorrem ao comércio de bairros próximos: Santa Rosa, Icaraí, ou mesmo o do Centro. Os produtos básicos são obtidos no comércio do Largo do Marrão ou da rua Dr. Paulo César, no limite com Santa Rosa.

    Devido ao bom poder aquisitivo dos moradores, a maioria possuindo automóvel particular; e devido ao reduzido espaço e a proximidade com as ruas Noronha Torrezão e Dr. Paulo Cézar, por onde passam diversas linhas de ônibus, a população do Pé Pequeno não tem problemas de transporte. Embora não circulem linhas de ônibus no interior do bairro.

    Não há equipamentos públicos no Pé Pequeno. Ressalta-se apenas a existência de um estabelecimento de ensino particular que atende da 1ª a 6ª série do 1º grau, bem como pequenos escritórios e consultórios de profissionais liberais. A parte baixa do bairro possui uma satisfatória infra-estrutura básica. Um dos principais problemas existentes é a ocupação desordenada no Morro do Pé Pequeno. A comunidade do Morro é composta, em sua maior parte, por moradores antigos no local, mas verifica-se uma expansão recente em áreas de acesso mais difícil e de maior risco, desprovidas de infra-estrutura básica.

    Em geral, a maior preocupação dos moradores é com a segurança. Com o aumento da violência urbana, a instalação de guaritas em alguns pontos é elemento mobilizador e polêmico. Apesar disso, sem sombra de dúvidas, o Pé Pequeno é um dos bairros mais tranqüilos e aprazíveis de Niterói.