LARGO DA BATALHA  
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    O Largo da Batalha, porta de entrada da Região de Pendotiba, limita-se com Ititioca, Badu, Cantagalo, Maceió, Cachoeiras, Sapê e Viradouro.

    O nome do bairro, segundo depoimentos, sugere embates ocorridos no local em virtude de sua posição estratégica. Tal suposição deve-se ao fato de ter sido encontrado em local próximo um canhão (Vacaria / Badu) que, posteriormente (anos 40) foi retirado pelo Exército Brasileiro. Diz outra lenda que a localidade era o ponto preferido do índio Araribóia para se refugiar dos embates com os franceses invasores da Baía de Guanabara. Uma terceira versão atribui o nome do bairro a grandes "batalhas" de folia, resultantes do encontro de diversos blocos carnavalescos. O Largo da Batalha sedia atualmente três escolas de samba, fato que reforça esta hipótese.

    Por sua posição geográfica, entroncamento natural de vários caminhos, o Largo da Batalha era passagem obrigatória para o escoamento da produção agrícola das fazenda do Engenho do Mato, de Piratininga e outras, passando pela antiga estrada da Garganta até chegar ao Centro — onde finalmente era distribuída.

    Atualmente, a população concentra-se nas localidades de Igrejinha, parte do Morro do Atalaia, Morro do Caranguejo, parte do Monan Grande, na Pedra Branca e Castelinho, que reunidas formam o Largo da Batalha. Nestas áreas, as residências apresentam padrão construtivo oscilando entre baixo e precário (PMN/SUMA) e que, muitas vezes, se apresentam numa disposição de aglomeração, o que traduz o nível sócio-econômico que predomina entre os moradores do bairro. Entretanto, coexistem alguns condomínios de classe média e várias casas de alto padrão construtivo.

    Aproximadamente 2% da população de Niterói residem no Largo da Batalha, segundo os dados do censo de 1991.

    Quanto ao incremento demográfico, as taxas de crescimento nos períodos de 70/80 e 80/91 foram um pouco superiores à média municipal e inferiores a alguns dos bairros desta região e da Região Oceânica.

    Do total do bairro, 59,66% da população concentram-se nas faixas de 0 a 29 anos de idade, caracterizando uma população jovem. Os maiores de 60 anos somam 6,78% do total.

    Em relação à distribuição da população por sexo, o percentual feminino (52,27%), supera o masculino (47,73%).

    O Largo da Batalha apresenta uma taxa de alfabetização de 82,40%, inferior portanto quando comparada à taxa do município, que é 91,97%. No entanto, observa-se que de 15 a 44 anos as taxas se apresentam elevadas, sendo de 94,59% na faixa de 15 a 19 anos, a maior do bairro, voltando então a declinar a partir de 45 anos.

    Na condição de chefes de domicílio, os homens totalizam 74,15% do total; enquanto 25,85% dos chefes são mulheres.

    Em relação aos rendimentos dos chefes de domicílio, observa-se que na faixa até1 salário mínimo encontram-se 34,60% dos chefes. Se agregarmos as duas faixas seguintes, (até 3 salários mínimos) teremos 74,80% dos chefes, o que totalizaria mais de dois terços do contingente.

    Vale ainda registrar que os menores percentuais estão nas faixas de 15 a 20, menos de 1%; e acima de 20 salários, 1,29% dos chefes.

    Podemos concluir que a população de baixa renda predomina no bairro.

    No Largo da Batalha as residências são unifamiliares e alguns apartamentos podem ser encontrados em poucos prédios.

    No que se refere à condição de ocupação, vê-se que 88,55% dos domicílios são próprios, enquanto apenas 8,65% dos domicílios são alugados. Sabe-se que nos bairros de periferia, de renda média baixa, como é o caso do Largo da Batalha, a auto-construção de moradia é expediente muito freqüente, o que rebaixa a qualidade das construções mas aumenta o número de casas próprias.

    A maioria absoluta dos domicílios que possuem ou não canalização interna, é abastecida com água de poço ou nascente.

    Entre os domicílios que recorrem a outras formas de abastecimento muitos estão dependendo do sistema de carros pipa (da CEDAE ou de particulares).

    Em relação à instalação sanitária, apenas 0,31% dos domicílios se utiliza da rede geral e a maioria, 58,65%, usa o sistema de fossa séptica. Percentual significativo, 41,04%, usa outra forma de escoamento sanitário, que corresponde a 925 domicílios, assim identificados: 327 utilizam as fossas rudimentares; 337 as valas; 96 outras formas não discriminadas, e 165 domicílios recenseados não tem nenhum tipo de escoadouro.

    Quanto ao lixo, em grande parte dos domicílios é coletado, 45,52%; enquanto 31,94% domicílios dão outros destinos e 22,54% o queimam. 

CARACTERÍSTICAS ATUAIS E TENDÊNCIAS:

    O Largo da Batalha possui um intenso fluxo rodoviário, visto que o bairro funciona como ponto de interligação entre diversas localidades do município. Como conseqüência desse intenso movimento, desenvolveu-se no local um comércio ativo e variado: supermercados, lojas de automóveis, bares e lanchonetes, peixarias, lojas de móveis, de roupas, padarias e farmácia, entre outros, além da presença de agência bancária. Essa atividade comercial não só supre as necessidades específicas dos seus moradores, como também dos bairros vizinhos.

    Por se tratar de um forte centro comercial, o Largo de Batalha tende a atrair e concentrar ainda mais estabelecimentos, intensificando e especializando o seu comércio, com tendência a se transformar num bairro predominantemente comercial.

    Quanto à atividade industrial, esta faz-se representar, principalmente, por serralherias e por uma serraria de dimensões significativas. Há de assinalar, também, no bairro, a existência de uma pequenas hortas.

    Quanto aos equipamentos públicos, há uma policlínica que funciona dia e noite, com características de Pronto Socorro, para atender à crescente população das Regiões de Pendotiba e Oceânica. Encontramos dentro dos seus limites uma escola da rede estadual, Leopoldo Fróes, que não possuindo condições de atender à demanda existente. Encontramos também uma sub-estação da CERJ.

    Em relação ao transporte coletivo, a maioria dos ônibus que se dirige à Pendotiba e Região Oceânica passa pelo bairro, porém a linha 37 (Largo da Batalha - Centro) se destina especificamente ao bairro. Outro ítem relacionado ao transporte coletivo, diz respeito ao aumento da demanda nos finais de semana do verão, quando os ônibus geralmente trafegam lotados por banhistas, usuários das praias oceânicas, provenientes de outros bairros e até mesmo de outros municípios.

    Os principais problemas ambientais decorrem do acúmulo de lixo, que se processa em diversos pontos do bairro, e da emissão de esgoto, que em grande número de casos, é direcionado aos córregos próximos, impossibilitando o uso de suas águas e poluindo os mananciais hídricos subterrâneos, os quais possuem uma certa importância não só para o bairro, mas também para a área subjacente.